Obesidade

A obesidade infantil é um problema de Saúde Publica global, tomando proporções alarmantes devido ao aumento considerável a nível mundial.

Obesidade significa o aumento da gordura corporal. Esta problemática atinge todas as faixas etárias, tendo consequências físicas, psicológicas e sociais.

“A obesidade é uma doença crónica caracterizada pelo excesso de gordura acumulada no organismo. Resulta de um desequilíbrio entre as calorias ingeridas, através dos alimentos, e a quantidade de calorias gastas com exercício físico ou atividades quotidianas. “ 1

Os profissionais de saúde nas consultas de vigilância de saúde infantil das várias faixas etárias, tem como principal objetivo promover e prevenir a obesidade infantil, atuando sobre as diferentes causas que influenciam a obesidade, tais como hábitos alimentares desadequados, estilo de vida sedentário, problemas genéticos e metabólicos e ambiente familiar e social.

Os profissionais de saúde têm um papel importante na educação alimentar desde o nascimento à adolescência, pois o acesso fácil aos alimentos processados com excesso de calorias e gorduras estão presentes em todo lado, a comunicação social e o marketing entram a toda a hora pela casa dentro e telemóveis (utensilio indispensável da nova sociedade). O acesso fácil e permanente às redes digitais tem vindo a aumentar o consumo de refeições rápidas, fáceis e saborosas, o sedentarismo e a diminuição da atividade física durante o dia.

O último estudo publicado da “COSI Portugal de 2022”, refere um aumento considerável do excesso de peso e obesidade infantil:

 “Segundo os dados da 6.ª ronda do COSI Portugal (2022), sistema de vigilância nutricional infantil integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da Organização Mundial da Saúde/Europa, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, na sua qualidade de Centro Colaborativo da OMS para a Nutrição e Obesidade Infantil, em 2021/2022, 31,9% das crianças tinham excesso de peso, das quais 13,5% apresentavam obesidade.

Entre 2008 (1ª ronda) e 2019 (5ª ronda), Portugal apresentou consistentemente uma tendência invertida da prevalência de excesso de peso e obesidade infantil, mas em 2022 (6ª ronda) esta tendência parece não se confirmar, registando-se um aumento de 1,6 pontos percentuais (11,9% para 13,5%) na prevalência de obesidade infantil e de 2,2 pontos percentuais (29,7% para 31,9%) na prevalência de excesso de peso infantil. De acordo com estes resultados, Portugal situa-se a par da média europeia (29%), com uma em cada três crianças a apresentar excesso de peso.” 2

As consequências da obesidade infantil são imensas podendo provocar problemas cardiovasculares, diabetes tipo I ou II, problemas músculo-esqueléticos e psicológicos. Por isso, a importância de intervir em consultas de vigilância mais assíduas quando existe um índice de massa muscular (IMC) com excesso de peso /obesidade, realizado as analises recomendadas para descartar problemas/doenças e promoção de uma alimentação saudável com a recomendação dos alimentos e quantidades diárias necessárias.

Nestas consultas é importante também facultar e ensinar a perceber a tabela alimentar de cada alimento. Incutir a prática de exercício físico mais frequente é outra das medidas necessárias para contrariar o sedentarismo alertando para o excesso de uso da televisão/meios tecnológicos que promovem a inatividade do ser humano.

A enfermagem de saúde familiar é uma arma imprescindível para o melhoramento do bem-estar dos utentes.

Bibliografia

1 https://sns24.gov.pt/tema/doencas-cronicas/obesidade/#o-que-e-a-obesidade

2https://insa.min-saude.pt/cosi-portugal-2022-319-das-criancas-apresentam-excesso-de-peso-e-135-obesidade-2/

https://sns24.gov.pt/tema/saude-da-crianca/obesidade-infantil/

https://sns.gov.pt/noticias/2019/07/10/portugal-obesidade-infantil-2/

 

 

 

 

 

 

 

Enfermeira da USF Vida+

Centro Saúde Vila Verde