A profissão de enfermagem como é encarada desde 1860 deve-se a Florence Nothingale que modernizou os cuidados que até aí já eram prestados, mas sem qualquer base científica e nunca deixando de evoluir e procurar novos caminhos.

Hoje o(a) enfermeiro(a) é um profissional habilitado para intervir em todas as áreas da saúde bio, psico e social prestando cuidados altamente especializados e integrado em equipas multidisciplinares.

Na área assistencial pratica cuidados de enfermagem personalizados ao individuo, família e comunidade, providencia cuidados individualizados de forma a atuar na promoção da saúde, prevenção da doença, mas também, no tratamento da doença quando instalada e na recuperação máxima das capacidades perdidas.

Mas, foi em 2014, que foi reconhecido a importância da implementação do” enfermeiro de família”.

Segundo o Decreto-Lei n.º 118/2014 de 5 de agosto

               “Para efeitos do disposto no presente decreto-lei, o enfermeiro de família é o profissional de enfermagem que, integrado na equipa multiprofissional de saúde, assume a responsabilidade pela prestação de cuidados de enfermagem globais a famílias, em todas as fases da vida e em todos os contextos da comunidade.”

             Sendo um recurso de proximidade, o enfermeiro de família disponibiliza cuidados de enfermagem, efetuando, em articulação com a restante equipa de saúde, a avaliação da situação de saúde e das fases da vida, relativamente ao seu grupo de famílias, privilegiando as áreas da educação e promoção da saúde, prevenção da doença, da deteção precoce de doenças não transmissíveis, da gestão da doença crónica e da visitação domiciliária.”

Neste artigo queria falar um pouco sobre a intervenção do enfermeiro de família na visitação domiciliária.

Estes cuidados são individualizados e personalizados para cada utente/família sendo encarados como essenciais, preventivos ou curativos, como por exemplo: o aconselhamento sobre saúde (vigilância das doenças cronicas), à administração de vacinas, passando pelo tratamento de feridas, algaliação, entubação nasogastrica entre outros cuidados como o ensino aos cuidadores informais.

A visita domiciliária tem como finalidade fornecer os cuidados de enfermagem aos utentes que apresentam dependência moderada ou total, de forma temporária ou permanente no seu ambiente próprio, fornecendo á família ensinos e apoio nos momentos mais frágeis.

O enfermeiro(a) de família tem como grande função ajudar, auxiliar e apoiar o utente neste período de recuperação, concentrando os seus cuidados na melhoria da saúde do utente, não esquecendo de integrar nestes cuidados a família, sendo a peça fundamental para o bem-estar do familiar e recuperação deste.

 

 

 

 

 

 

Enfermeira da USF Vida+, Centro Saúde Vila Verde