Controlar a Dor…um dever

Em algum momento da nossa existência sentimos dor.

A dor interfere com todos os aspetos da vida de cada um, com efeitos nefastos na sua qualidade. Entendida como, “(…) uma experiência sensorial e emocional desagradável associada, ou semelhante à associada, a danos reais ou potenciais nos tecidos” (IASP – International Association for the Study of Pain in APED), tratar/controlar a dor é um dever dos profissionais de saúde.

  • Na nova atualização (2020) do conceito de Dor, patente no site da Associação Portuguesa para o estudo da Dor, são enfatizados 6 pontos chave:
  • A Dor é sempre uma experiência pessoal que é influenciada em diferentes graus/níveis por fatores biológicos, psicológicos e sociais;
  • A Dor e a Nociceção são fenómenos distintos. A Dor não pode ser inferida apenas pela atividade em neurônios sensoriais;
  • O conceito de “dor” é algo que os indivíduos aprendem ao longo das suas experiências de vida;
  • O relato de uma pessoa sobre uma experiência como sendo uma de Dor deve ser respeitado;
  • Embora a Dor geralmente tenha um papel adaptativo, pode ter efeitos adversos na função e no bem-estar social e psicológico.;
  • A descrição verbal é apenas um dos vários comportamentos possíveis para expressar a Dor; a incapacidade de comunicar não nega a possibilidade de que um ser humano ou um ser vivo não humano sinta dor.(ibid).

Quer seja aguda ou crónica; somática, nociceptiva, neuropática ou mista, é um direito da pessoa que a dor seja controlada.

Segundo o Plano Nacional de Luta contra a dor (2001), a dor é um verdadeiro problema de saúde pública pela incapacidade que causa, motivo pelo qual se
justifica uma atuação estruturada, sistematizada e promotora de boas práticas no que concerne à abordagem da dor. Face ao exposto importa salientar que a Dor deve ser valorizada, sistematicamente diagnosticada e registada pelos profissionais de saúde, como norma de boa prática, altamente humanizante na abordagem das pessoas que sofram de Dor Aguda ou Dor Crónica, qualquer que seja a sua origem (DGS, 2003).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Portuguesa para o Estudo da Dor. Disponível a partir de https://www.aped-dor.org/index.php/sobre-a-dor/definicoes.

Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (2001). Plano Nacional de Luta contra a Dor.Disponível a partir de https://www.apeddor.org/images/documentos/controlo_da_dor/Plano_Nacional_de_Luta_Contra_a_Dor.pdf.

DGS (2003). A Dor como 5º sinal vital. Registo sistemático da intensidade da Dor. Disponível a partir de https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/circular-normativa-n-9dgcg-de-14062003-pdf.aspx.