Violência…vamos conversar!

A nível mundial, a violência é o principal contribuinte para casos de morte, doenças, incapacidades e outras consequências sociais e de saúde. Nem todas as vítimas de violência pretendem revelar as suas experiências, muitas sofrem em silêncio (OMS, 2014).

A violência, especialmente a violência doméstica (desde o ano 2000 é considerado um crime público, pode ser denunciado por qualquer pessoa e não exige queixa das partes envolvidas) é, indubitavelmente, um problema de saúde pública, que obriga à adoção de estratégias multissetoriais e de respostas eficazes e rápidas, de variadas naturezas.

O crime de violência doméstica engloba comportamentos utilizados num relacionamento entre duas pessoas – casamento, união de facto ou namoro, seja presente ou passado – por uma das partes, com a finalidade de controlar e causar danos à outra parte. Estes comportamentos podem expressar-se sob a forma de maus tratos físicos, psíquicos, ameaça, coação, injúrias, difamação, abusos sexuais ou apresentarem ainda outras formas (por exemplo perturbação da vida privada, como controlo de conversas telefónicas, de emails, ameaça de revelar segredos e factos privados, entre outras).” (CIG, 2018).

É urgente promover a literacia, prevenir a violência, delinear campanhas e intervenções que contribuam para a mudança de comportamentos das sociedades. Face a este fenómeno, é de extrema importância que todos, tenhamos tolerância zero! (DGS, 2019).

No dia 22 de janeiro de 2020, pelas 15h, nas instalações da Associação Social de Figueiredo, sito em Figueiredo, para alunos da Universidade Sénior De Amares (USA), foi realizado uma formação de Educação para a Saúde com o tema “Violência…Vamos Conversar!”. Os objetivos desta ação prenderam-se com a importância da temática: sensibilizar sobre o problema da violência; descrever os tipos de violência; informar sobre a natureza da violência; apresentar as fases do ciclo da violência; indicar o plano de segurança para a vítima; informar sobre a rede de recursos comunitários na área da violência; mostrar os dados estatísticos relativos à violência doméstica (os resultantes de um trabalho de investigação realizado pela APAV [Associação de Apoio à Vítima], entre o ano 2013 a 2018).

Foi ainda dado a conhecer aos alunos da USA, a criação de um novo programa, da Direção-Geral de Saúde (DGS), o Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida, que vem reforçar no setor da saúde, mecanismos capazes de prevenir, melhorar o diagnóstico (o mais precoce possível) de fatores de risco e de perigo e intervir na violência interpessoal.

Sofia de Faria Oliveira

Enfermeira Mestre e Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica

UCC Amares