Saúde Visual Infantil

Decorreu de 3 a 14 de Junho de 2019 a primeira fase do Rastreio Visual de Saúde Infantil, tendo a segunda fase do mesmo decorrido de 27 de Setembro de 2019 a 18 de Outubro de 2019.

A equipa formada/treinada para o efeito deslocou-se aos vários centros de saúde que abrangem as diversas unidades funcionais (USF, UCSP), para efetuar o rastreio ao grupo alvo – crianças que perfizeram dois anos de idade nos respetivos semestres anuais.

A grande finalidade deste rastreio é diminuir a prevalência da ambliopia, intervindo nas suas causas em idades precoces, com importantes ganhos individuais e sociais.

A explicitação do processo já foi efetuada através de comunicado em Outubro de 2018, neste site, pelo que não se tornará necessário explicita-lo novamente.

Importa agora referir que a taxa de adesão no ACES, relativa ao 1º semestre foi de 80,1%, sendo que das 375 crianças propostas para o rastreio, efetuaram o mesmo 293.

A taxa de adesão relativa ao 2º semestre foi de 80,3%, sendo que das 415 crianças propostas para o rastreio, efetuaram o mesmo 323.

Salienta-se que algumas das crianças que não realizaram o rastreio já se encontravam a ser acompanhadas pelo Hospital de referência, não justificando a sua inclusão no rastreio.

É de ressalvar ainda que é sempre necessário estar presente nas consultas de vigilância indicadas pela respetiva equipa de saúde (médico e enfermeiro) e constantes do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil.

A  título informativo, salientam-se os seus objetivos principais:

– Avaliar o crescimento e desenvolvimento.

– Estimular a opção, sempre que possível, por comportamentos promotores de saúde, entre os quais os relacionados com a nutrição, adequada às diferentes idades e às necessidades individuais, promovendo comportamentos alimentares equilibrados; a prática regular de exercício físico; o brincar, e outras atividades de lazer em espaços livres e ambientes despoluídos; a gestão do stress; a prevenção de consumos nocivos; a adoção de medidas de segurança, reduzindo o risco de acidentes.

– Promover: a imunização contra doenças transmissíveis, conforme o PNV; a saúde oral; a prevenção das perturbações emocionais e do comportamento; a prevenção dos acidentes e intoxicações; a prevenção dos maus tratos; a prevenção dos riscos decorrentes da exposição solar inadequada; a aleitamento materno.

– Detetar precocemente e encaminhar situações que possam comprometer a vida ou afetar a qualidade de vida da criança e do adolescente, tais como: malformações congénitas – doença luxante da anca, cardiopatias congénitas, testículo(s) não descido(s), perturbações da visão, audição e linguagem, perturbações do desenvolvimento estaturo-ponderal e psicomotor, problemas dentários, alterações neurológicas, alterações do comportamento e do foro emocional e relacional.

– Prevenir, identificar e saber como abordar as doenças comuns nas várias idades.

– Sinalizar e proporcionar apoio continuado às crianças com doença crónica/deficiência.

– Assegurar a realização do aconselhamento genético.

– Identificar, apoiar e orientar as crianças e famílias, vítimas de maus tratos e de violência.

– Promover o desenvolvimento pessoal e social e a autodeterminação das crianças e dos jovens.

– Apoiar e estimular o exercício adequado das responsabilidades parentais.

Enfermeira Gestora Manuela Azevedo​

ACeS Cávado II – Gerês/Cabreira