Tuberculose – Como prevenir a transmissão da doença na comunidade?

No passado dia 24 de Março comemorou-se o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.

Embora represente um importante problema de Saúde Pública ao nível mundial, na área de influência do nosso Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) o número de casos novos de tuberculose tem vindo a decrescer nos últimos anos, à semelhança do que ocorre em Portugal e na Região Norte, sendo a taxa de notificação média anual de tuberculose inferior aos 20 casos por 100.000 habitantes, inferior à taxa da nossa região e do país.

A forma respiratória é uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa, e que atinge os pulmões, mas pode afectar outras vias aéreas, como a laringe ou a pleura. No entanto esta doença também pode atingir os gânglios linfáticos, os ossos, as articulações, a pele, os rins, os intestinos, o sistema nervoso, entre outras partes do corpo, apresentando formas não contagiosas.

A transmissão de pessoa para pessoa produz-se pelo ar, assim sendo, quando um doente com tuberculose respiratória tosse, fala, canta ou espirra, espalha no ar pequenas gotículas que contêm o bacilo de Koch, que podem infectar outras pessoas, podendo ter indicação de utilizar uma máscara, nas fases em que contagia.

A vacina BCG não previne a doença, no entanto evita que a doença evolua para formas mais graves.

Por outro lado, a prevenção da transmissão da doença na comunidade alicerça-se não só na identificação precoce e no tratamento dos doentes, como no rastreio dos seus contactos, cujo objectivo é a detecção de outros casos de doença e de pessoas infectadas, que ainda não desenvolveram a doença, mas que precisam iniciar o tratamento para evitar que tal facto aconteça. Estas pessoas, que já foram infectadas mas que não desenvolveram a doença, e por isso não têm capacidade de contagiar aos outros, apresentam o que se conhece como infecção tuberculosa latente.

O tratamento consiste na combinação de vários medicamentos, durante vários meses, deve ter sempre acompanhamento médico, sendo fundamental não interrompê-lo, evitando o aparecimento de resistências aos antibióticos.

Para mais informação consulte o “Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose” nos sites da Direcção-Geral de Saúde e da Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., disponíveis respectivamente em www.dgs.pt e www.arsnorte.min-saude.pt/

Rosa Ana Puga Gándara – Médica de Saúde Pública

Unidade de Saúde Pública do ACeS Cávado II-Gerês/Cabreira